sábado, 27 de junho de 2015

[OPINIÃO] Educação à Distância: Aliado na Apredizagem dos Profissionais de Saúde

Olá amigos! Tudo bem?
       Hoje vou falar sobre Educação a Distância (EaD). Não sei se vocês já chegaram a ouvi alguém falando: "Esse daí fez o curso por correspondência! Não sabe de nada" ou "você aprendeu isso por cartas?" para debochar de pessoas que não conseguiam realizar suas tarefas com excelência. Isto era bem comum em um passado não pouco distante. Lembro que assistia muito isso em filmes e também conheci algumas pessoas que fizeram alguns cursos por correspondência, principalmente cursos técnicos.
      Aos que se aventuravam nessa forma de aprender, lembro também que eram visto de forma pejorativa e sem credibilidade. Reconheço que era uma dessas pessoas. Criticava essas formas de aprender não tão convencionais, principalmente pelo fato da inexistência de uma forma confiável de averiguar se os alunos desenvolviam as habilidades necessárias para a emissão de certificação. Talvez o problema estivesse na baixa interatividade e na falta de momentos de contato entre educadores e aprendizes nas forma iniciais da EaD.
       Hoje eu me pergunto: será que é necessário está em uma sala de aula para realmente aprender? Todas as habilidades e competências do fisioterapeuta precisam ser desenvolvidas presencialmente? Me parece que a resposta é NÃO. E isso refere-se a qualquer formação profissional. Se isso fosse verdade, todos os alunos numa turma aprenderiam os objetivos das aulas completamente, e sabemos que isso não acontece! Ao meu ver há habilidade profissionais e competências que são extremamente massantes de aprender em sala, desestimulam os alunos e que podem ser desenvolvidas no local e no momento em que o aluno desejar.
      Há pessoas que não conseguem ficar mais de 30 minutos dando atenção ao professor, dependendo do tema, ou não tem disponibilidade para ir até à unidade de ensino no horário estabelecido pela instituição. As pessoas têm motivações e horários distintos que gostariam de aprender e as formas tradicionais de educação presencial obrigam aos aprendizes a se adequarem a elas, o que deveria ser exatamente o contrário, a forma de educação se adequar as necessidades do indivíduo/comunidade.
      Atualmente, cursos EaD para a formação técnica, superior e de pós-graduação em universidade públicas e privadas cresceram bastante no mundo e no Brasil. Isso parece estranho? Até pouco tempo tínhamos uma noção de que esta forma de educação era precarizada e agora passa a ser disseminada? Pois bem, na minha opinião, hoje estamos tendo um olhar sem preconceitos devido a realidade globalizada e as necessidades de obtenção rápida de qualificação e informação. Por exemplo, a forma mais rápida de se obter conhecimento em fisioterapia é ler um artigo científico, o qual está disponível em base de dados ou em sites de periódicos, e que podemos ler em nosso computador, tablet ou smartphone. Necessitamos constantemente de informação e de qualidade!

      Quem nunca aprendeu alguma coisa com vídeos de canais do youtube? Faço isso comumente. E como outras fontes de informação, tento selecionar aquelas confiáveis e de qualidade, apenas o veículo é diferente. Isto é comum hoje porque a Tecnologia da Informação (TI) permite desenvolver várias ferramentas de aprendizagem como vídeo-aulas, ebooks, atividades interativas, fóruns de discussão, chats, vídeo-conferências, entre outros. Todos são estratégias para ajudar na aprendizagem.
        Assim como no ensino presencial, os alunos que obtém sucesso na aprendizagem são aqueles que se dedicam, utilizam o máximo das ferramentas de aprendizagem e são pró-ativos. No caso da educação presencial, os professores, os livros, laboratórios são as ferramentas. Para a EaD, temos plataformas virtuais de aprendizagem com professores, vídeos, ebooks, tutores e laboratórios.
      O que depreendemos disso? A Educação Moderna precisa aliar educação presencial e a modalidade EaD a fim de potencializar a aprendizagem. Várias empresas nacionais e internacionais já utilizam esta estratégia para capacitar seu quadro de funcionários. Por isso que teleconferências, defesas de teses por vídeo-conferências e formações por meio virtual, como várias instituições no mundo vem realizando, é fato comum. Elas conseguem isso através de plataformas virtuais de ensino/aprendizagem. Instituições como o John Hoppinks Hospital, Universidade de Harvad, Cambrigde entre outras internacionalmente e a FIOCRUZ, UERJ, Unicamp, USP, UFRN, UFRGS e outras no Brasil integram expoentes no uso dessa TI na formação e capacitação de pessoas.        Hoje, como profissional, preciso constantemente aperfeiçoar-me com as novas evidências científicas, habilidades técnicas e competências profissionais a fim de que meus pacientes e alunos tenham o melhor tratamento ou a melhor formação possível. Como vocês já sabem, as inovações no campo da saúde ocorrem numa velocidade rápida e que não se permite esperar que elas cheguem apenas por meio livros ou cursos de especializações/capacitações presenciais em locais distantes. A obtenção de informação oportuna e a construção do conheicmento e do saber fazer significa assistência mais efetiva e também profissionais mais bem qualificados, o que reflete na resolutividade e nos ganhos.
     É preciso se conscientizar que a modalidade EaD não é uma forma de substituir o ensino presencial, e sim um modo de complementar a formação. Necessitamos nos adequar a esta nova realidade se quisemos continuar nos aperfeiçoando em tempo oportuno, poder aprender com experts em tempo real e ter formação através de grandes centros de ensinos.
      Vou descrever minha experiência em relação à EaD. Recentemente, tive a oportunidade de experimentar a modalidade EaD como professor, após ter realizados alguns cursos e participado de palestras para capacitação técnica na Fisioterapia. Tal experiência ocorreu junto ao Programa de Residência Multiprofissional e Médica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Aqui, fiquei responsável por ministrar a disciplina de Epidemiologia para três hospitais da instituição e com o apoio estrutural da Secretaria de Educação à Distância (SEDIS) da própria UFRN.
      Apesar das dificuldades iniciais, tive a real impressão do que a TI nos permiti nos dias de hoje. Ela consegue congregar várias pessoas a fim de aprender, discutir e a compartilhar sobre os mais diversos temas e em qualquer lugar que estejamos, desde nossos trabalhos, casas, praia e ou shopping. O processo de aprendizagem não fica limitado as estruturas da instituição de ensino. Com a ajuda de várias ferramentas como vídeo-aulas gravadas ou ao vivo, chats, fóruns, materiais didáticos diversos, hipertextos entre outros. Em minha experiência no programa de residência, fiz uso da plataforma Moodle, a qual se revelou de ótima usabilidade e interatividade no acompanhamento dos alunos. Além disso,  ela permite uma avaliação da aprendizagem com feedback através de atividades dos mais diversos formatos.
    Creio que a EaD é uma modalidade indispensável na formação de estudantes e no aprendizado permanente de profissionais, principalmente aqueles que não dispõe de recursos financeiros e de tempo para ir aos grandes centros tecnológicos do pais. É necessário descobrir novos horizontes. Os educadores em saúde precisam abrir seu olhar para essa tecnologia, se capacitarem para seu uso e integrarem-a em sua metodologia de ensino.    

Obrigado pela leitura e até a próxima!

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