domingo, 29 de outubro de 2017

ENTENDENDO A EDUCAÇÃO EM SAÚDE.. para NÃO COMETER EQUÍVOCOS!

Olá fisioterapeutas!

    Acho que em algum momento da vida profissional ou acadêmica de vocês estiveram numa situação em que proferiu uma palestra em serviço de saúde ou mesmo na comunidade para um grupo de usuário/pessoas enquanto aguardavam algum tipo de atendimento.. Talvez tenha percebido que nem todos prestavam atenção, outros se dispersavam com facilidade, não questionavam você sobre o tema, entre outras situações em que nos deixavam completamente sem chão depois de tanto trabalho para elaborar cartazes, panfletos e falar por tanto tempo e a maioria não dá a mínima para você.  
       Você ficava se perguntando: isso é tão importante, como ninguém dá atenção? Por que eles ficam calados? Eles não se empolgam!...  
     Isso particularmente aconteceu comigo diversas vezes em quanto estudante e como docente também, até descobrir que educar as pessoas não se faz apenas transmitindo conhecimento de "cima para baixo" para elas. Talvez eles nem queiram saber sobre aquilo ou que algo é totalmente fora da realidade deles e não seria aplicado no seu cotidiano. 
       A estratégia pedagógica geralmente utilizada trata-se de uma abordagem chamada de bancária ou cartesiana, como afirmava Paulo Freire. Tal pedagogia alicerça-se numa comunicação paternalista/autoritária, onde o profissional de saúde aparenta deter todo o conhecimento e o usuário/população é totalmente ignorante e passivo. Alem disso, não permite qualquer dialogo entres os interlocutores e o conteúdo da comunicação está descontextualizado da realidade daquele educando.
        Isto lembra alguma coisa das aulas da faculdade de vocês?? 
      Pois bem, parece que passamos a reproduzir as metodologias que nos eram aplicadas enquanto estudantes universitários e verificamos que os resultados das nossas ações educativas com a população não produzem muitos efeitos na melhora da condição de saúde dos mesmos e nem na qualidade dos serviços de saúde assim como acabamos esquecendo tudo que estudamos, pois ficávamos apenas dedicado à memorizar conceitos, sem praticá-los e inserir-los na nossa realidade.           Este tipo de prática de saúde remete ao início do século XX (olha como é ultrapassado!) onde havia uma divisão entre ações de Educação e Saúde, oriunda de um modelo norte-americano de educação sanitária para prevenção de doenças. 
       Vocês devem está se perguntando: então como devo  atuar na educação em saúde?
Vamos começar por uma diferenciação teórica: Educação em Saúde e Educação na Saúde. A primeira se dirigi à educação da população a partir da interação desta com os profissionais da saúde. Já a Educação na Saúde refere-se à formação dos profissionais de saúde, se expressando na Educação Continuada e Permanente.
      Portanto, aquilo que devemos praticar, na verdade, com a população é Educação em Saúde através de uma pedagogia chamada Educação Popular. Tal estratégia busca interagir com a comunidade/pessoas entendendo seu contexto, adaptando e problematizando temáticas para que o indivíduo se empondere e sejam atores principais da modificação e cuidado da sua saúde e seus condicionantes.
         Dicas importantes para o planejamento de ações de educação são: verificar as necessidades dos indivíduos; problematizar a importância desta necessidade e conjuntamente identificar as possíveis causas e meios de resolução por meio do conhecimento técnico e de senso comum, repassando ao coletivo a tomada de decisão sobre as conclusões e entendimentos.


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