Olá Fisioterapeuta!
Hoje irei escrever sobre outro
desafio importante para os fisioterapeutas que atuam na atenção primária, seja
nas Estratégias Saúde da Família (ESF) ou Núcleos de Apoio à SF (NASF) e até
mesmo nos seus consultórios onde assistem pacientes crônicos. Este desafio
surgi quando nosso paciente apresenta HIPERTENSÃO ARTERIAL que, na maioria dos
casos, é do tipo primária e está associada a outras morbidades.
Cuidar de pessoas hipertensas é
muito comum, principalmente quando eles apresentam outras comorbidades como
doenças musculoesquelésticas e neurológicas, situação baste natural em um
contexto de transição epidemiológica ou de sua consolidação.
O que ainda nos aflige é como
prescrever os exercícios terapêuticos para esse grupo populacional e quais
parâmetros utilizar de forma segura, pois não teremos suporte tecnológico
elevado neste nível de atenção para monitorar como nos serviços de reabilitação
cardíaca e e não causar danos ao paciente devido muitas vezes não
detemos conhecimento elevado dos especialistas da área.
Para compreender essa práxis de prescrever
terapia física para pessoas hipertensas, utilizarei como referência as
Diretrizes da Canadian Family
Physician de 2015.
Vamos ao primeiro
passo. Precisamos inicialmente saber estadiar a hipertensão:
Pré-hipertenso (120-139/80-89 mmHg)
I (140-159/80-89mmHg)
II (160-179/100-109mmHg)
III (>180/>110mmHg)
Hipertensão Sistólica Isolada (>140/<90mmHg).
A próxima
pergunta que deve ser feita: podemos prescrever exercício para todos os
estágios?
Praticamente, estamos hapto e
seguros à prescrever exercícios para uma gama ampla de hipertensos, todavia
teremos que levar em consideração as diretrizes à seguir:
1º. Em hipertensos
assintomáticos com pressão inferior à 180/110mmHg pode-se prescrever exercício
leves a moderados (<6METS ou 60%VO2) sem a necessidade de Teste
de Esforço previamente.
2º. Quando planejar exercícios
vigorosos (>60% VO2), deve-se realizar teste de esforço para
identificar os sintomas limitados ao exercício.
3º. Hipertensos em
estágio II ou com risco cardiovascular ou pressão acima de 180/110 mmHg devem
ser submetidos à triagem antes de submeterem à exercícios de moderada
intensidade (40-60% VO2 ou
3-6METS), mas não para leve intensidade (MET<3).
4º. Teste de esforço é essencial
para pacientes com Doença Cardiovascular em qualquer nível de exercício.
Exercícios vigorosos devem ser realizadas apenas em Centros de Reabilitação.
5º. Há contraindicação absoluta
para recente infarto do miocárdio ou alterações eletrocardiográficas, bloqueio
cardíaco completo, falha cardíaca congestiva, angina instável e hipertensão
severa descontrolada.
O que podemos verificar nesta diretriz é que a exigência de
maiores recursos como exame de esforço e aparatos tecnológicos se restringe as
situações de maior gravidade da hipertensão ou quando precisamos prescrever
exercícios vigorosos. Isto nos permiti um trabalho seguro com
usuários/indivíduos pré-hipertensos e com hipertensão grau I e II. Por outro
lado, é fundamental identificar a existência de fatores de riscos nos
indivíduos com hipertensão grau II durante uma triagem.
Quanto as outras diretrizes para a prescrição de exercícios
incluídos nas faixas de leve, moderado ou severo são:
Dessa forma,
ficamos bem seguros em prescrever exercícios para indivíduos pré hipertensos e
hipertensos sem a necessidade de fazer especializações para lidar com esta
morbidade em serviços de atenção primária em virtude da sua grande ocorrência
como comorbidade em diversas situações clínicas.
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evidência científicas.
Até mais!

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